Dialogo interno com Deus, Diabo e outras espécies.
Você pensa o que pensaram para você pensar!
PARTE I
Osório Ferdinaldo era um cara diferente, do tipo que não acreditava em quase nada. Era mau humorado e taciturno. O seu esporte favorito era falar com desdém das “barangas” com as quais cruzava nos super mercados onde ele comprava sua comida orgânica.
Ele era jornalista “é claro!” ... e mesmo não acreditando em nada do que vendia, trabalhava como editor em uma grande revista voltada ao público espirita. A revista se chamava “Quem Morreu ?” “...sério!” Nas horas livres, Osório também era professor e dava aulas em uma faculdade no subúrbio da cidade. Sua diversão era torturar os pobres calouros do primeiro período. “...os novos sonhadores”
Todas as manhãs Osório levantava sua sobrancelha e proclamava o quão os textos daqueles coitados eram umas drogas para em seguida manda-los fazer tudo novamente. Ferdinaldo era implacável e nunca aceitava ou dava espaço para que o aluno pudesse discordar ou discutir qualquer argumento.
O homem dizia-se ateu, não acreditava em Deus, nem em santos, nem em espíritos e nem nessa história de almas, fossem elas penadas ou não. Apesar de também não acreditar no inferno e nem no Diabo, Osorio Ferdinaldo dizia sentir certa simpatia pelo tal coisa ruim. Um belo dia, Deus, que não era um cara bobo e observava o comportamento de todos aqui em baixo pelo facebook celestial, se irritou com aquele sujeito esquizo e mau humorado. Sendo assim, Deus, resolveu pregar-lhe uma peça.
Era sexta feira, Ferdianaldo arrumava-se para encontrar sua namoradinha do outro lado da cidade. Essa não era baranga, “...ao menos aos olhos dele!” Eles haviam combinado de jantar em um restaurante japonês que acabara de ser inaugurado. A casa estava cheia e o atendimento lento. Deus já impaciente, ficava lá de cima dedilhando os dedos sobre sua grande e reluzente mesa nova de vidro e alumínio comprada na TOK & STOK do céu.
Muitas doses de Saqué depois a comida finalmente chegou a mesa de Osório e sua namorada não baranga. A aparência estava ótima. O carrancudo, já com água na boca, quebrava seu Rachi, mirando o olhar no salmão cru de aparência fresca e extremamente suculenta. Já meio alto pelo excesso de Saqué ele mau conseguia equilibrar a comida nos pauzinhos e isso irritava Deus, “...quanta demora!” Sendo assim ele fechou seu MacBook Air 2011 e resolveu dar uma forcinha. Pronto! Estava acontecendo.
No dia seguinte... no ... Meia Hora ...
HOMEM MORRE ENGASGADO COM ROLINHO PRIMAVERA DO JAPONESINHO!
C O N T I N U A . . .